Resenha: Maria do Sol

Título: Maria do Sol
Autora: Alice Raposo
Páginas: 127  Ano: 2015  Nota: 4/5
Sinopse: “Um crime, uma culpa, um fantasma...”
Todo livro tem sua história, algo que foi o propulsor para sua criação. Maria do Sol surgiu de uma madrugada que trouxe um sonho. Durante o dia se materializou em um conto. Dois anos após, voltei-me para ela e a concluí.
Pedrinho e Maria do Sol irão nos levar por um caminho sem volta. É claro! Pois todo percurso que se segue não há como retroceder em suas consequências. Por isso, agir sem pensar não é um meio a se seguir. Seremos morada das consequências de nossos atos.
Portanto, é tão importante analisar cada passo que será dado, não matematicamente como num jogo, pois a existência se tornaria fria e sem vida, mas com verdade, diálogo e sinceridade no agir.



O livro conta a história de Pedrinho, um menino tímido, com poucos amigos e solitário. Ele passa mais tempo com a babá, Milena, do que com os pais, Vicentinho e Sofia, que vivem trabalhando e passando menos tempo com o filho. Certo dia, Pedrinho vai à fazenda os avôs para comemorar o aniversário de 50 anos da avó e lá conhece Maria do Sol, uma menininha de cabelos dourados pelo sol, olhos cor de mel e pele bronzeada que de cara prende sua atenção e o cativa. Passam quase toda a festa juntos, quando um outro grupo de crianças de aproximam deles e começam a conversar com Maria do Sol, Pedrinho não gosta disso e, então comete um erro gravíssimo que o perturbará por anos.

De cara, vemos que o livro quer nos passar algo. Pedrinho é a típica criança que sofre da "síndrome dos pais ausentes por causa de trabalho", que para tentar amenizar essa ausência o colocam em aulas e mais aulas extras. Em razão do seu trauma de infância, Pedro vai se tornando uma pessoa mais reservada, mas que vai se transformando ao longo dos anos, e por conta do seu tormento de tanto tempo e seu fascínio pela mente, resolve cursar Psicologia. É um livro que faz você refletir muito.

É uma leitura rápida, que flui fácil principalmente por sua escrita típica de romances juvenis, mas que em momento algum deixa de passar sua lição por causa da escrita. Possui muitas frases de efeito, e um enredo bem interessante de se ler. De cara eu já gostei do livro por causa que a autora é uma conterrânea minha, mas depois da leitura, que fiz em duas horas, eu percebi que o livro é mais do que uma história sobre a vida de uma criança anti-social, é um alerta, não só aos pais a se fazerem mais presentes na vida dos filhos mas também aos filhos de nunca deixarem de conversar com seus pais, porque isso pode evitar muitas coisas. 

Resenhado por:
Brenna

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