Resenha: O Homem e Seus Demônios

Nome: O Homem e Seus Demônios
Autor: Fernando Risch
Editora: Multifoco
Ano:2015   Páginas:216   Nota: 5/5
Sinopse: Em O homem e seus demônios, Fernando Risch expõe o ser humano assombrado, literalmente, pelos seus antecessores na procura por respostas questionadas pela vida – e pela literatura. Ao tentar alcançar seus sonhos, Farris Knox se aterroriza com as infindáveis dúvidas que serão postas em seu caminho e não há bebidas ou cigarros suficientes para tranquilizar sua alma. Como ao utilizar restos humanos para fabricar sabão, o escritor usará as mesmas inquietações de George Orwell, Charles Bukowski, Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, José Saramago, Edgar Allan Poe em seu Livro do Fim. Ou seria em O homem e seus demônios? O mundo se esvai em repetições e o fim, todos sabem, nunca é feliz 










Olá leitores! Hoje, vamos trazer a resenha do livro maravilhoso, que é O homem e Seus demônios do autor parceiro Fernando Risch.

Confesso que a primeira impressão que tive, quando vi a capa do livro, é que seria mais uma dessas histórias sem pé nem cabeça, ou uma fantasia. Bem, a frase "Não julgue um livro por sua capa" se encaixa perfeitamente aqui.

Logo no começo, vemos a narração da vida de Farris Knox, um cara simples que tinha o sonho de ser escritor, mas trabalhava numa empresa de sabão. Nem preciso dizer o quão estagnado ele estava, não é? Knox logo lança seu livro que, inesperadamente, faz muito sucesso, dando a ele tudo o que queria: reconhecimento e estabilidade financeira.

Porém, Knox se vê sozinho, sem amigos, família ou namorada. Em mais uma noite de sua vida, ele estava sozinho em casa e percebe um vulto. Logo, achou que era um ladrão, mas se surpreende ao saber que, na verdade, não era ninguém. Knox também estava sendo pressionado por seus editores a produzir um novo livro, honrando seu contrato.

A partir daí, uma sequência de fatos estranhos ocorre: Knox, ao longo de suas noites, tem encontros muito estranhos com seus adorados escritores inspiradores, que já estão mortos há tempos. Veja uma citação:
"Ao ouvir a verdade que já sabia, Knox questionou-se novamente
sobre o que era real no curso recente de sua vida.
O que seus olhos viam e por que, ele não sabia; ora o fazia
arrepiar de terror, ora sorrir de admiração. Mas Knox não
mais temia a sombra, sua própria sombra. Apesar de não
compreender, havia um sentimento intrincado em seu subconsciente
que o fazia apreciar estar ali com aquele homem,
que o levava a compreender a si mesmo"

Farris tem vários desses encontros durante o livro, que fazem com que ele repense sobre o sentido de sua vida, que entenda e alcance a plena paz. Após descobrir uma traição, a mente de Knox se perde por completo, apenas para se achar novamente.

Numa mistura de romance e mistério, Fernando Risch nos leva a um universo onde não se sabe o que é real, ou se sua mente é realmente sã. Afinal, o que é sanidade? Foram tantas emoções vividas ao ler essa obra, que eu não saberia bem explicar o que houve. Um homem que teve, finalmente, consciência sobre si mesmo e sobre sua vida, acaba com a mesma, apenas para viver ao lado daqueles que tanto admiravam.

Você pode encontrar mais informações sobre o autor e suas obras clicando aqui

Resenhado por:
Lorena

0 comentários:

Postar um comentário